Falta de respeito ao cliente corporativo, propaganda enganosa de tarifas e graves falhas no atendimento
Sou cliente frequente em Fortaleza, para onde viajo a trabalho a cada dois meses vindo de São Paulo. Durante todo o ano de 2025, o Hotel Praiano exigiu que eu formalizasse um cadastro empresarial para ter acesso a tarifas corporativas diferenciadas. Cumpri todas as exigências burocráticas sob a premissa de uma parceria comercial transparente.
Quero deixar claro: o hotel tem todo o direito de precificar seus serviços como bem entender, e a decisão de pagar ou não cabe exclusivamente ao cliente. O meu problema não é financeiro. O problema é ludibriar e ferir a boa-fé de um cliente cadastrado, fazendo-o acreditar que está recebendo uma tarifa com benefício corporativo quando, na verdade, está sendo cobrado o mesmo valor — ou até mais caro — do que qualquer pessoa que acesse o site oficial. Se não há desconto, não existe sentido em exigir um cadastro de empresa; é uma perda de tempo inútil.
Em 2026, por conta dessas abordagens do funcionário João Paulo, do setor de Reservas, passei a me hospedar em outro hotel na cidade — onde já estive quatro vezes este ano. Estando novamente em Fortaleza, passei presencialmente no Hotel Praiano para entender a situação:
1. Ao chegar, um funcionário do concierge (que sequer se identificou) afirmou que não havia nenhum responsável no hotel para me atender presencialmente.
2. Na sequência, a funcionária Raquel, da recepção, ligou para o setor de reservas na minha presença. O funcionário João Paulo informou por e-mail e ao vivo a tarifa de R$ 4.382,24, alegando ser a condição corporativa.
3. Ao acessar o site oficial do hotel no mesmo instante, identifiquei a tarifa não reembolsável por R$ 4.163,13 — uma diferença de R$ 219,11 a menos no site aberto, opção esta que nunca me foi informada.
4. A justificativa apresentada foi a questão do reembolso. Deixo claro que nunca solicitei tarifa reembolsável; sempre pedi a melhor tarifa disponível. Se eu não comparecer, o risco financeiro do no-show é meu, e não do hotel.
5. Para completar a falta de gestão e respeito, ao solicitar que a gerência fosse acionada para resolver a questão presencialmente, a funcionária Raquel simplesmente se recusou a chamar o gestor responsável, alegando indisponibilidade.
Deixo registrada minha profunda indignação com a postura do Hotel Praiano: cobrança maquiada sob o rótulo de "desconto corporativo", desrespeito com quem cumpriu os trâmites exigidos, omissão do concierge, recusa de atendimento na recepção e ausência de gerência para tratar do assunto com o cliente.
Valeska
